João caminha pela rua, olhando pra frente e procurando pelo endereço que lhe fora passado por um amigo. Uma grande festa, com muitas mulheres bonitas e pessoas bêbadas caindo pelos cantos. Ele avista um tumulto de pessoas do lado de fora de uma casa que parecia estar com todas suas luzes acesas. Entao não havia confusão. Lá era o lugar.
Os carros de todos os convidados estavam parados por ali. João vê um cara com duas garrafas de bebida nas mãos, que vai até seus amigos perguntar se eles preferiam 8 ou 12 anos. Ele passa pelas pessoas, ouvindo-as responder 12, lógico. Quando olha pra trás, vê o homem guardando em seu carro a garrafa de rotulo vermelho e levando até os amigos a garrafa de rótulo preto.
Um homem vem andando na direção de João, como se estivesse saindo da festa. Mas a festa acabara de começar, então era de se deduzir que essa pessoa havia desistido de entrar na festa. O homem era magro, tinha longos cabelos pretos e uma barba por fazer, que julgando pela aparencia ja estava la a aproximadamente uma semana.
- Eu acho que te conheço - diz o homem cabeludo ao passar por João.
- Você tambem não me é estranho - responde João, virando na direção do homem. - A festa não tá boa?
- Vi coisas que não acredito que vi. - diz o homem um pouco decepcionado.
- Tipo? - pergunta João como se fosse amigo do sujeito cabeludo.
- Vi gente drogada caindo sem aguentar seu próprio peso e vi garotas faceis fazendo sexo por fazer. Não entendo o motivo disso. Só por que eles gostam daquilo, não quer dizer que tenham que fazer. Ou pior, não quer dizer que eles tenham que incentivar outras pessoas a fazer.
- Bom, eu não uso drogas nem faço sexo por fazer. Mas o assunto deles não é da minha conta. Se quiserem morrer de overdose por se drogar excessivamente, ou se quiserem esquecer como se ama alguem por fazer sexo sem compromisso, eu não ligo. Uma coisa que eu tenho em mente é que eu devo preocupar comigo mesmo primeiro.
- Uma coisa que eu tenho em mente, é que meu pai me ensinou a me preocupar com o próximo.
- Você se preocupa a toa. Nada vai os fazer mudarem. Talvez um dia, pouco antes de morrerem, eles se arrependam das besteiras que fazem agora.
- Vi outra coisa que me doeu muito. Vi minha namorada cumprimentar alguns amigos com um beijo. nos labios. o vulgo selinho. não é sexual, mas não é atitude de uma garota com compromisso.
-Bom, ja vi coisas que me doeram muito tambem. isso não é atitude de garotas comprometidas.... mas é só conversar com ela e pronto, acabou o problema.
- Foi o que eu tentei. Mas ela disse que não tava nem aí e que os amigos dela eram importantes. Eu continuei tentando mas ela nao deu ouvidos. E se trancou em um quarto com mais dois homens e outra garota. Infelizmente ela estava bêbada e drogada.
- É, você deveria ser a prioridade dela. Lamento muito. Bom, vou me apressar para a festa. - Diz João indo embora na direção da festa.
- E eu vou me apressar pra me encontrar com meu pai. - Diz o homem barbudo indo embora na direção contrária.
- Seu pai? - pergunta João, parando de andar de novo.
- Sim. Você quer vir?
- ir com você? até seu pai? - pergunta João ao homem. - Eu teria que avisar pra minha namorada, que tá me esperando na festa.
- Não, não só hoje. você ficaria longe por muito tempo.
- Nesse caso tenho que avisar toda minha familia.
- eu sei que você não é religioso, mas jesus cristo, quando recrutava os apóstolos, pedia pra que eles largassem tudo e fossem com ele.
Sem responder nada, segue o homem até o carro dele. O homem dos cabelos compridos senta no banco do motorista e liga o carro. João entra no carro e senta no banco do carona. O carro parte, saindo da cidade e pegando a rodovia. Pelo lado esquerdo da estrada. A contra-mão. E se choca com o primeiro caminhão que veio em sua direção.
Algumas horas depois, João foi encontrado morto, no banco do motorista. E João tinha cabelos longos e barba por fazer.
Talvez alucinação, talvez esquizofrenia. Mas eles eram a mesma pessoa.
Os carros de todos os convidados estavam parados por ali. João vê um cara com duas garrafas de bebida nas mãos, que vai até seus amigos perguntar se eles preferiam 8 ou 12 anos. Ele passa pelas pessoas, ouvindo-as responder 12, lógico. Quando olha pra trás, vê o homem guardando em seu carro a garrafa de rotulo vermelho e levando até os amigos a garrafa de rótulo preto.
Um homem vem andando na direção de João, como se estivesse saindo da festa. Mas a festa acabara de começar, então era de se deduzir que essa pessoa havia desistido de entrar na festa. O homem era magro, tinha longos cabelos pretos e uma barba por fazer, que julgando pela aparencia ja estava la a aproximadamente uma semana.
- Eu acho que te conheço - diz o homem cabeludo ao passar por João.
- Você tambem não me é estranho - responde João, virando na direção do homem. - A festa não tá boa?
- Vi coisas que não acredito que vi. - diz o homem um pouco decepcionado.
- Tipo? - pergunta João como se fosse amigo do sujeito cabeludo.
- Vi gente drogada caindo sem aguentar seu próprio peso e vi garotas faceis fazendo sexo por fazer. Não entendo o motivo disso. Só por que eles gostam daquilo, não quer dizer que tenham que fazer. Ou pior, não quer dizer que eles tenham que incentivar outras pessoas a fazer.
- Bom, eu não uso drogas nem faço sexo por fazer. Mas o assunto deles não é da minha conta. Se quiserem morrer de overdose por se drogar excessivamente, ou se quiserem esquecer como se ama alguem por fazer sexo sem compromisso, eu não ligo. Uma coisa que eu tenho em mente é que eu devo preocupar comigo mesmo primeiro.
- Uma coisa que eu tenho em mente, é que meu pai me ensinou a me preocupar com o próximo.
- Você se preocupa a toa. Nada vai os fazer mudarem. Talvez um dia, pouco antes de morrerem, eles se arrependam das besteiras que fazem agora.
- Vi outra coisa que me doeu muito. Vi minha namorada cumprimentar alguns amigos com um beijo. nos labios. o vulgo selinho. não é sexual, mas não é atitude de uma garota com compromisso.
-Bom, ja vi coisas que me doeram muito tambem. isso não é atitude de garotas comprometidas.... mas é só conversar com ela e pronto, acabou o problema.
- Foi o que eu tentei. Mas ela disse que não tava nem aí e que os amigos dela eram importantes. Eu continuei tentando mas ela nao deu ouvidos. E se trancou em um quarto com mais dois homens e outra garota. Infelizmente ela estava bêbada e drogada.
- É, você deveria ser a prioridade dela. Lamento muito. Bom, vou me apressar para a festa. - Diz João indo embora na direção da festa.
- E eu vou me apressar pra me encontrar com meu pai. - Diz o homem barbudo indo embora na direção contrária.
- Seu pai? - pergunta João, parando de andar de novo.
- Sim. Você quer vir?
- ir com você? até seu pai? - pergunta João ao homem. - Eu teria que avisar pra minha namorada, que tá me esperando na festa.
- Não, não só hoje. você ficaria longe por muito tempo.
- Nesse caso tenho que avisar toda minha familia.
- eu sei que você não é religioso, mas jesus cristo, quando recrutava os apóstolos, pedia pra que eles largassem tudo e fossem com ele.
Sem responder nada, segue o homem até o carro dele. O homem dos cabelos compridos senta no banco do motorista e liga o carro. João entra no carro e senta no banco do carona. O carro parte, saindo da cidade e pegando a rodovia. Pelo lado esquerdo da estrada. A contra-mão. E se choca com o primeiro caminhão que veio em sua direção.
Algumas horas depois, João foi encontrado morto, no banco do motorista. E João tinha cabelos longos e barba por fazer.
Talvez alucinação, talvez esquizofrenia. Mas eles eram a mesma pessoa.