quinta-feira, 20 de março de 2008

Ao Encontro Do Pai

João caminha pela rua, olhando pra frente e procurando pelo endereço que lhe fora passado por um amigo. Uma grande festa, com muitas mulheres bonitas e pessoas bêbadas caindo pelos cantos. Ele avista um tumulto de pessoas do lado de fora de uma casa que parecia estar com todas suas luzes acesas. Entao não havia confusão. Lá era o lugar.
Os carros de todos os convidados estavam parados por ali. João vê um cara com duas garrafas de bebida nas mãos, que vai até seus amigos perguntar se eles preferiam 8 ou 12 anos. Ele passa pelas pessoas, ouvindo-as responder 12, lógico. Quando olha pra trás, vê o homem guardando em seu carro a garrafa de rotulo vermelho e levando até os amigos a garrafa de rótulo preto.
Um homem vem andando na direção de João, como se estivesse saindo da festa. Mas a festa acabara de começar, então era de se deduzir que essa pessoa havia desistido de entrar na festa. O homem era magro, tinha longos cabelos pretos e uma barba por fazer, que julgando pela aparencia ja estava la a aproximadamente uma semana.
- Eu acho que te conheço - diz o homem cabeludo ao passar por João.
- Você tambem não me é estranho - responde João, virando na direção do homem. - A festa não tá boa?
- Vi coisas que não acredito que vi. - diz o homem um pouco decepcionado.
- Tipo? - pergunta João como se fosse amigo do sujeito cabeludo.
- Vi gente drogada caindo sem aguentar seu próprio peso e vi garotas faceis fazendo sexo por fazer. Não entendo o motivo disso. Só por que eles gostam daquilo, não quer dizer que tenham que fazer. Ou pior, não quer dizer que eles tenham que incentivar outras pessoas a fazer.
- Bom, eu não uso drogas nem faço sexo por fazer. Mas o assunto deles não é da minha conta. Se quiserem morrer de overdose por se drogar excessivamente, ou se quiserem esquecer como se ama alguem por fazer sexo sem compromisso, eu não ligo. Uma coisa que eu tenho em mente é que eu devo preocupar comigo mesmo primeiro.
- Uma coisa que eu tenho em mente, é que meu pai me ensinou a me preocupar com o próximo.
- Você se preocupa a toa. Nada vai os fazer mudarem. Talvez um dia, pouco antes de morrerem, eles se arrependam das besteiras que fazem agora.
- Vi outra coisa que me doeu muito. Vi minha namorada cumprimentar alguns amigos com um beijo. nos labios. o vulgo selinho. não é sexual, mas não é atitude de uma garota com compromisso.
-Bom, ja vi coisas que me doeram muito tambem. isso não é atitude de garotas comprometidas.... mas é só conversar com ela e pronto, acabou o problema.
- Foi o que eu tentei. Mas ela disse que não tava nem aí e que os amigos dela eram importantes. Eu continuei tentando mas ela nao deu ouvidos. E se trancou em um quarto com mais dois homens e outra garota. Infelizmente ela estava bêbada e drogada.
- É, você deveria ser a prioridade dela. Lamento muito. Bom, vou me apressar para a festa. - Diz João indo embora na direção da festa.
- E eu vou me apressar pra me encontrar com meu pai. - Diz o homem barbudo indo embora na direção contrária.
- Seu pai? - pergunta João, parando de andar de novo.
- Sim. Você quer vir?
- ir com você? até seu pai? - pergunta João ao homem. - Eu teria que avisar pra minha namorada, que tá me esperando na festa.
- Não, não só hoje. você ficaria longe por muito tempo.
- Nesse caso tenho que avisar toda minha familia.
- eu sei que você não é religioso, mas jesus cristo, quando recrutava os apóstolos, pedia pra que eles largassem tudo e fossem com ele.
Sem responder nada, segue o homem até o carro dele. O homem dos cabelos compridos senta no banco do motorista e liga o carro. João entra no carro e senta no banco do carona. O carro parte, saindo da cidade e pegando a rodovia. Pelo lado esquerdo da estrada. A contra-mão. E se choca com o primeiro caminhão que veio em sua direção.
Algumas horas depois, João foi encontrado morto, no banco do motorista. E João tinha cabelos longos e barba por fazer.
Talvez alucinação, talvez esquizofrenia. Mas eles eram a mesma pessoa.

terça-feira, 18 de março de 2008

Os nerds e as garotas

Era uma vez um nerd do tipo matemático, mas que não tinha cara de nerd apesar do seu cabelo por cortar e a barba por fazer. Ele era apaixonado por uma garota de baixa auto-estima, que sempre usava calças largas e raramente uma saia 3 dedos acima do joelho. Ela tinha uma amiga de alta auto-estima, que vestia calças justas e às vezes uma saia 3 dedos abaixo da beirada da calcinha. E essa, por sua vez, tinha um caso com um nerd do tipo não-matemático, de cabelo curto e barba feita.
A garota de baixa-auto estima, que gostava do jeito lerdo do nerd matemático, apaixonou por ele tambem e tiveram assim um caso de não-compromisso. Caso de não-compromisso que aliás era igual o caso da garota de alta auto-estima com o nerd não-matemático.
Mas essa garota de alta auto-estima achava que pelo fato de não ter compromisso, podia ter alguns outros homens sem que o pobre nerd não-matemático ficasse sabendo. E essa era uma idéia que o nerd-matemático repugnava, mas não podia contar a verdade ao nerd-não matemático porque a garota de baixa auto-estima não o permitia.
O tempo passou, e o sentimento de culpa veio à garota de alta auto-estima. Então ela decidiu abandonar o nerd não-matemático, e seguir sua vida. E enquanto esse tempo passou, o nerd matemático queria ter um caso de compromisso com a garota com quem ele tinha um caso de não-compromisso.
Mas a garota de baixa auto-estima não queria ter um caso de compromisso, embora quisesse estar ainda junto com ele. E ele se perguntava o motivo. Eles se viam todos os dias. Era praticamente um namoro. Será que ela simplesmente não podia gritar ao mundo que estava apaixonada? Não se sabia o motivo. E ele entristeceu.
E assim os dois nerds foram aos prantos.
Mas as garotas tinham varios medos e receios para poder namorar. Um dos medos da garota de baixa auto-estima era o medo público. Se alguem soubesse que ela estava namorando, contaria pra três pessoas, que contariam pra mais três, que contariam pra mais três, que contariam pra mais três. E cada pessoa que recebesse a noticia, passaria adiante para mais três, em um ciclo infinito que geraria o holocausto mundial.
Um dos medos da garota de alta auto-estima era descobrir que estava enganada quanto ao fato de gostar ou não da pessoa com quem ela tinha um caso.
E um dos medos compartilhados pelas duas garotas, era o efeito desaprovação causada pela frase "Putz, você namora um nerd?"
O tempo com o tempo se foi, e os quatro morreram. A garota de alta auto-estima, morreu de solidão por nunca ter se permitido amar alguem. Perdeu todas as boas oportunidades que teve na vida.
O nerd não-matemático morreu de raiva, por ter sido descartado feito uma carta de baralho não conveniente para uma mão em um jogo de poker.
A garota de baixa estima morreu de arrependimento, por ter notado que nunca mais amaria alguem como amou o nerd matemático.
E o nerd matemático... ah, o nerd matemático. Esse morreu de tristeza. Por não ter quem ama. E por ver que a garota que ele amava nunca notava que o tempo passava e a chance de ficar com ele se perdia. Tristeza por ver que ela deixou todas as oportunidades se perderem.
Tristeza tambem, por ver que a garota de baixa auto-estima defendeu a garota de alta auto-estima quando ela preferiu ter varios homens ao invés de namorar o nerd não-matemático.
Ah, sim, tristeza tambem pelo fato da garota de baixa auto-estima ser tão amiga do nerd não-matemático.
Ora, onde ja se viu existir um nerd não matemático em um mundo onde só a matemática salva?

sábado, 15 de março de 2008

This is where it begins

Esse é só um blog para escrever meus contos, e talvez as musicas. Organizar um pouco as idéias, e quem sabe aproveitá-las no futuro.
Tambem vai ajudar na proliferação dessas idéias pela minha cabeça, já que enquanto eu vou escrevendo, eu não paro.
Tomara que a inspiração permaneça, e que a disposição sempre possa surgir na falta da inspiração.